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Para o aniversário de 35 anos de Kamen Rider
a Toei não poderia deixar barato.
Além de Kamen Rider Kabuto, cuja
história e visual deixam quaquer tokufan orgulhoso, o anúncio
de um remake da primeira série Kamen Rider surpreendeu a
todos com uma aventura alucinante e dramática.
Com produção Toei Company,
os Kamen Riders foram criação de Shotaro
Ishinomori (que infelizmente faleceu em 1998 e não
pôde acompanhar a renovação de sua maior criação)
e o filme foi apresentado no Tokyo Film Festival
(no final de outubro) antes de seu lançamento nos cinemas
em novembro de 2005. A História
Takeshi
Hongo é um jovem estudante da Universidade
de Jounan, com bons conhecimentos em ciências e uma teoria
sobre cristais de gelo que o faz bastante popular, inclusive para
ser entrevistado pela repórter de uma revista semanal, a
bela Asuka Midorikawa.
Porém o submundo do Japão está sendo misterioramente
comandando pela organização Shocker
e todos que tomam conhecimento sobre ela são assassinados
por monstros que somem nas sombras. Políticos, cientistas,
todo o tipo de autoridades, ninguém está a salvo desta
misteriosa organização.
O verdadeiro poder da Shocker está em seus soldados. Pessoas
inocentes são capturadas (ou enganadas) e passam por uma
resconstrução ciborgue adquirindo força, poderes
únicos e uma total subserviência a organização
Shocker. Processo por sinal nada indolor...
Por suas capacidades e inteligência Takeshi Hongo foi interceptado
quando pilotava sua moto dentro de um túnel a caminho de
casa. Um grupo inteiro de soldados da Shocker anunciava que ele
era o próximo escolhido. Seria o próximo Humano
Remodelado a serviço de Shocker.
 
Os Riders 1 e 2
em ação
Sua tentativa de fuga é inútil e Takeshi acaba capturado
e submetido a terrível experiência de Remodelagem Humana
na base secreta de Shocker.
Enviado para sua segunda missão (que seria a primeira de
assassinato como membro de Shocker), Takeshi (Hopper)
inadvertidamente recobra sua consciência antes de matar o
noivo da repórter Asuka Midorikawa, Katsuhiko Yano. A neve
caía, e os cristais de gelo que eram sua pesquisa o fizeram
relembrar de tudo o que mais amava. Subitamente ele despertou para
a realidade.
Rebelando-se contra Shocker ele enfrenta seus ex-colegas mas não
consegue impedir que Katsuhiko seja morto e muito menos que sua
amada Asuka ache que ele seja o assassino.
Sua
vida então se divide entre defender-se de Shocker e proteger
sua amada Asuka (que escrevia artigos e mais artigos em sua revista
falando sobre Shocker –uma automática sentença
de morte) enquanto conhece Hayato Ichimonji
que também se mostra apaixonado por Asuka. Takeshi logo descobre
que Ichimonji é a arma secreta de Shocker para derrotá-lo.
Os poderes de Takeshi e Ichimonji são exatamente iguais e
o único detalhe que os diferencia é que Takeshi utiliza
detalhes azuis e Ichimonji verdes nas suas formas Riders.
Indiferente a esta situação existe um jovem casal
que se conheceu no hospital, Miyoko Harada e Haruhiko Mitamura.
Suas vidas estavam abaladas por doenças e um lindo amor nasceu
entre eles após algum tempo. A cura para suas enfermidades
acabou chegando nas mãos de um misterioso homem que fará
seus caminhos se cruzarem com o dos Riders...no futuro.
A medida que os planos de Shocker se tornam mais e mais perigosos
até mesmo Hayato Ichimonji duvida de seus atos, influenciado
pelo amor que sente por Asuka. Talvez sua única chance de
sobreviver seja realmente lutar pela justiça ao lado de Takeshi
Hongo. Talvez, apenas talvez...
Impressões da serie
É
claro que esta matéria em si já conta muito sobre
o filme (e muitos tokufans vão querer me matar...) mas você
se surpreenderá por ver que apesar de tudo o que leu, assistir
ao filme (disponibilizado por exemplo por nossos amigos do canal
#T-P no mIRC, com legendas em português e
excelente qualidade) lhe fará esquecer tudo o que leu para
viver do início ao fim drama e ação que tomam
conta deste filme por completo.
O tema original de abertura “Let’s Go Rider
Kick” aparece no filme também durante
a abertura dando lugar logo a seguir para a trilha sonora atual
e alucinante no resto do filme.
O ator Hirotaro Honda que está
atuando em Kamen Rider Kabuto como Riku Kagami
(o pai de Arata Kagami) faz uma participação
especial em The First acompanhando um político no início
do filme. Os tokufans esperavam (e ainda mantém esperanças)
de que ele estaria no filme como o próprio Riku
Kagami, Comissário de Polícia e líder
da organização Zect. Porém isso nunca ficou
claro...
Outra participação especialíssima é
de Hiroshi Miyauchi, fazendo uma ponta
como Tôbei Tachibana no filme. Ele entrega a super
moto Cyclone para Takeshi e lhe dá
alguns conselhos de comportamento. Hiroshi foi “apenas”
um dos personagens mais queridos no Brasil, interpretando o Chefe
Shunsuke Massaki em Winspector, Solbrain
e Exceedraft (sem contar que ele foi Kamen Rider V3
e o herói Big One em Jacker Dengekitai,
segundo Super Sentai produzido pela Toei).
O ator Okawata Masaya é outra atração
do filme por viver um duplo papel, interpretando Haruhiko Mitamura
e Ichimonji Hayato. E isso é tão bem feito que você
só vem a notar depois,quando cai a ficha.
Eisei
Amamoto, que aparece no filme interpretando o líder
da organização Shocker (Dr. Shinigami -Doutor
Morte) na verdade faleceu em 2003. As imagens que aparecem
dele no filme são as imagens da série original de
1971 editadas e bem inseridas no filme de 2005. Um grato tributo
a um grande ator de séries tokusatsu (mais conhecido por
nós brasileiros como o Professor K de Machineman).
A participação de cantores atuando em séries
tokusatsu não nos é nenhuma surpresa (afinal de contas
o professor Nambara em Jaspion era Isao Sasaki,
o intérprete das músicas da série Choujinki
Metalder). Em Kamen Rider The First o Issa,
vocalista do grupo Da Pump (que canta
o tema de encerramento “Bright! Our Future”)
faz uma ponta como um dos líderes da Shocker.
A Universidade Jounan na qual Takeshi Hongo estuda é também
o local onde aconteciam cenas de outra série Kamen Rider,
Kuuga de 2000. A pesquisadora Sakurako Sawatori
trabalhava lá contando com o auxílio de Godai
Yusuke (Kuuga). Uma vez que na série Kuuga houve menção
ao nome Takeshi Hongo esperava-se que em The First houvesse alguma
menção para a época de Kuuga. Infelizmente
nada disso aconteceu...
Mais uma curiosidade é que no filme não foi abordado
nenhuma vez o nome “Kamen Rider”. Takeshi e
Ichimonji transformados eram chamados apenas “Hopper”,nome
dado por Shocker. O golpe Rider Kick também
não é anunciado (mas faz um belo estrago!). Isso também
lembra a série Kamen Rider Kuuga. “Rider Kick”
e “Kamen Rider” são nomes que não aparecem
na série de 2000 também...
Os toys da série são os melhores de todos os tempos.
Olhando a foto do toy e a do Kamen Rider The First no filme você
se confundirá com qual é o feito de plástico
e qual é a foto do ator.

A Toei tentou um tributo a série original (sem contar o mangá
de Shotaro Ishinomori, no qual a primeira série foi baseada)
e obteve total sucesso. É claro, o tom “atual”
está em cada momento mas as referências ao passado
estão ali gravadas, com os movimentos dos Riders, com os
soldados de Shocker. Se você tiver a oportunidade(rara) de
assistir a série original vai certamente notar isso.
Esse foi o único detalhe contra a obra. Alguns tokufans ficaram
decepcionados pois esperavam que a ambientação fosse
inteiramente nos anos 70. Mas ainda assim é recomendadíssimo
a todos que assistam. Kamen Rider The First traz tudo o que queremos
ver em uma ótima obra tokusatsu.
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