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Matéria - Mulheres, As Últimas Armas

"As mulheres são as últimas armas!”
Mai Shiranui, em TKOF’94



Bacanudos e bacanudas. Tudo bem com vocês? Antes da matéria em si, gostaria de prestar uma homenagem as mulheres leitoras do Tokufriends e das minhas matérias ainda pelo dia 08 de Março, Dia Internacional da Mulher.

Com o trecho de uma das minhas músicas favoritas da Jewel (minha cantora norte-americana favorita), gostaria que vocês assistam e sintam-se homenageadas.
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Nas primeiras produções japonesas com efeitos especiais, a participação da mulher era mais como coadjuvante e vítima do que como heroína propriamente dita. Ao contrário de muitas personagens americanas que iam para a fronte de batalha, nas produções japonesas, isso custou a acontecer.

 As Fadas controlavam Mothra

Já no primeiro filme do Godzilla, por exemplo, a participação da mulher foi praticamente nula, se concentrando mais em personagens do sexo masculino. A reviravolta começou com o filme a Deusa Selvagem, quando as principais personagens eram duas fadas que tinham o controle sobre a mariposa Mothra. Ali, encontramos a luta de duas entidades femininas diante da ganância de homens inescrupulosos, que queriam que as fadas fossem atração de circo e elas são presas. Mas os homens não contavam com a mascote das fadinhas... (risos)

A mesma premissa de Deusa Selvagem foi repetida mais tarde em 1992, no filme Godzilla VS Mothra daquele ano. Nele, as mesmas personagens também são vítimas de empresários inescrupulosos que queriam usá-las como atrações de um circo e não contavam com a mariposa, que veio em auxílio de suas protetoras. Mesmo sendo maltratadas, as duas entidades femininas mostram que não guardam rancor e ainda por cima auxiliam os homens (os mesmos homens) a usarem a mariposa Mothra para conter a fúria do lagartão Godzilla.

Chiako, de National Kid

Já nas séries de super-heróis japoneses, o destaque ainda era por conta dos homens. Eles sempre protagonizavam as séries e sempre tinham que defender as “indefesas” mulheres. Um exemplo disso foi a jovem Chiako, da série National Kid. A moça foi alvo constante dos adversários de National Kid e sua função era mais para ser de “vítima para ser resgatada do que qualquer outra coisa”.

Em Spectreman, a personagem Minnie ainda teve uma participação mais ativa, pelo fato de ela ser membro da equipe Divisão de Pesquisa e  Controle de Poluição. Já na gênese da franquia Ultraman, temos o destaque de Akiko Fuji, que era membro da Patrulha Científica. Akiko, mesmo sendo a única mulher da equipe, muitas vezes tomava a iniciativa nas missões. E não podemos negar o seu interesse romântico pelo protagonista, mas, que era mostrado de modo sutil, sem grandes pretensões, como vemos nas produções brasileiras.

Ainda na década de 70, surgem duas franquias que sobrevivem até os dias de hoje. Uma delas é a franquia Kamen Rider, onde um motoqueiro veste (em sua vasta maioria) um tema de inseto, combatendo uma organização do mal. Durante a era Showa, a participação feminina na franquia foi bem tímida. Muitas vezes, as garotas serviam como personagens de apoio, como por exemplo, a Ruriko, filha do professor Midorikawa que tem uma atuação intensa nos primeiros 13 episódios de Kamen Rider.

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Tackle lutava sem medo do inimigo

No entanto, sem dúvidas a maior presença feminina na era Showa é representada pela Yuriko Misaki, ou Denppa Ningen Tackle (Humano de Eletro-ondas Tackle). Ela aparece logo no primeiro episódio, durante a fuga do protagonista Shigeru Jo (Stronger) das mãos da organização maligna Black Satan. Após a fuga, Tackle e Kamen Rider Stronger lutaram lado a lado na maioria das batalhas da série, até o momento em que ela se vê obrigada a fazer o sacrifício supremo para salvar seu melhor amigo.

Curiosamente, Tackle não é considerada uma Kamen Rider, apesar de possuir todos os atributos inerentes à um. Em um pequeno trecho do mangá Kamen Rider Spirits, isso é justificado pelo próprio Shigeru. Ele diz algo como "Ela já lutou mais que o suficiente. Ela jamais será chamada de Kamen Rider! Agora ela é apenas uma humana normal". Com essa frase, Shigeru quis dizer que Yuriko mereceria encontrar a paz pelo menos em morte, uma vez que o caminho de um Kamen Rider sempre será um caminho de lutas eternas.

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A linda Miho Kirishima, com missão de vingança

Já a partir da era Heisei, as mulheres ganharam uma participação mais ativa. A primeira rider oficial foi Miho Kirishima (Kamen Rider Femme de Ryuki). Ela tinha a missão de eliminar o Kamen Rider Ouja por ele ter assassinado a sua irmã, e entra no filme para se vingar. No filme Kamen Rider Blade: The Missing Ace houve a aparição da Kamen Rider Laarc (Miwa Natsumi).
 
A primeira mulher a aparecer como Kamen Rider dentro dos episódios regulares de uma série Heisei foi a Kamen Rider Shuki, em Hibiki. Ela tinha uma lira como arma. Mesmo sendo importante para a trama, a sua participação foi pequena, mas nada que tirasse seu brilho na produção. Em seguida, houveram as participações pequenas das Kamen Riders Kiva-la (Natsumi Hikari, em Decade: Last Sory) e Nadeshiko Misaki / Nadeshiko (Em dois filmes do Fourze).

 Se Natsumi diz Henshin, precisamos apoiar!

Se formos pegar as mulheres que participaram em Kabuto, Den-O, Kiva e Decade, nós veremos que a participação delas foi de igual para igual com os homens, mesmo que elas não tenham ido para a luta. Mas em Gaim vimos uma mulher sem medo das batalhas, no caso nós estamos falando de Yoko Minato (Kamen Rider Marika), que usa a armadura do Pêssego. Marika foi uma personagem importante e elevou a moral das mulheres. Em Kamen Rider Drive, vimos que Kiriko Shijima não coloca uma armadura rider, mas seu papel é tão importante quanto o do protagonista.

 A outra franquia criada por Shotaro Ishinomori nos anos 70 atende pelo nome de Sentai (mais tarde, Super Sentai). Nele, as mulheres iam para a luta de igual para igual com os homens. A primeira mulher a fazer parte de uma equipe sentai foi a Peggy Matsuyama (Momo Ranger). Ela era uma especialista em explosivos que foi escolhida para combater o Exército da Cruz Negra. Peggy morava em Hokkaido e foi uma das sobreviventes que jurou vingança contra a Cruz Negra. Peggy seria a pioneira das pinks de super sentais. Mas, até 1984, as equipes de super sentais só tinham UMA mulher na equipe.

 Se Kamen Rider Ichigou é o "pai" dos Riders,
Peggy Matsuyama é a "mãe" das Sentai Girls

Em um ano, as mulheres ficaram ausentes da equipe, no caso, Sun Vulcan. Em compensação em 1984 tivemos a primeira série que teve uma dupla feminina, Bioman. Aliás, ouso dizer que Bioman foi a primeira série a ter “3” mulheres, visto que devido a uns problemas nos bastidores, a intérprete da primeira Yellow Four saiu da produção. Devido à isso sua personagem Mika Koizumi sofreu uma morte trágica e violenta no episódio 10. Em compensação, a segunda Yellow Four, Jun Yabuki, veio suprir a sua falta. Habilidosa no arco-e-flecha (Kyudô), Jun veio contrabalancear seu temperamento arisco com o temperamento meigo da Hikaru Katsuragi (Pink Five).

Após Bioman, se tornou comum nas séries haver um equilíbrio entre as personalidades de suas integrantes femininas. Quase sempre as equipes possuiriam uma garota "delicada" e uma "durona." Em Liveman, a quantidade de meninas na equipe voltou a diminuir. A cor rosa ficou ausente, e a única garota do grupo, Megumi Misaki (Blue Dolphin), vestia azul, sendo a primeira mulher a usar esta cor (depois vieram outras a usarem a cor azul em Jetman, Hurricanger, Magiranger e a atual Zyuohger).

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 A Comandante Aya Odagiri (no centro) foi a
primeira mulher a chefiar em um Super Sentai.

Em Jetman, vemos Aya Odagiri como a primeira mulher como comandante da equipe de Super Sentai, cujo posto era ocupado antes, por homens. Vale salientar que a primeira mulher a ser uma líder de sentai apareceu em Kakuranger. Mesmo não usando a cor vermelha (teoricamente falando, seria a cor do “líder”, por ser tradição), Tsuruhime é a primeira mulher a liderar uma equipe. Sendo uma das mulheres que mais sofreram na história dos super-sentais, pois quando ela tinha 15 anos (na série), sofreu muito fisica e psicologicamente para amadurecer e se superar. A primeira mulher a usar a cor vermelha num super-sentai atende pelo nome de Kaoru Shiba (Shinken Red). Fãs da franquia ainda aguardam uma mulher usando a cor vermelha num sentai de forma oficial, do início ao fim da série.

Já na franquia Metal Hero, a participação da mulher foi algo equilibrado. Nos primeiros Metal Heroes (Gavan e Sharivan), as assistentes dos policiais tiveram praticamente uma participação pífia. A coisa só melhorou mesmo em Shaider, quando a sua assistente, Annie (interpretada pela veterana e famosa Naomi Morinaga), se destacava mais que o próprio herói, mesmo não usando uma armadura. A função do protagonista era mais derrotar o monstro do dia. Naomi, além de ser excelente atriz, era uma dublê formidável, além de praticar movimentos de ginástica, o que lhe rendia ótimas cenas de ação.

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 Anri (Jaspion) e Diana ao lado de Helen (Spielvan)

Em Jaspion, vimos que Anri tinha uma participação menos ativa do que sua antecessora. Mas essa falha foi compensada na série seguinte (Spielvan), onde tivemos as primeiras mulheres a usarem uma armadura de combate. Lady Diana e Lady Hellen serviram de inspiração para muitas mulheres, porque mostram a força da mulher em condições igualitárias para com o protagonista. Depois, em Metalder, a mulher que aparece na série (Maya Aoki) surge mais com a função de ser “vítima que precisa ser salva” do que ser uma exímia combatente. Kei (Emiha), Rei (Reiha) e Haguines (Yumeha) combatiam de igual para igual com Jiraiya e ainda tiveram um episódio onde elas protagonizaram, com Jiraiya praticamente "jogado para escanteio". Em seguida, houve mais garotas vestindo trajes metálicos e pulando no meio da briga. Em Solbrain tivemos Leiko Higuti como SolJeanne, em Blue Swat tivemos Sara Misugi como Purple Swat, em B-Fighter tivemos duas Reddle (naquelas trocas de atrizes durante a produção) e, finalmente, a B-Fighter Tentou (Ran Ayukawa) em B-Fighter Kabuto.

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 A Sailor Moon do Live Action era tão gracinha quanto a do animê

Já que resumimos um pouco da participação das mulheres como heroínas nas principais franquias, por que não falar de um gênero dedicado a elas? Existe um gênero no mundo Tokusatsu conhecido como “Henshin Heroines”, onde os protagonistas são, como o nome já diz, MULHERES que se transformam para combater o mal. É um gênero obscuro no mundo nestas produções onde várias produtoras já se aventuraram. Temos fortes representantes entretanto, como Cutie Honey, Sailor Moon, Kekko Kamen (existe uma versão Tokusatsu dos três mangás e são até melhores que as animações clássicas, visto o tom soturno e trágico dessas séries) e Shibuya 15.

 Patrine foi a surpresa entre as séries exibidas no Brasil

No Brasil, a mais famosa é sem sombras de dúvidas, a Estrela Fascinante Patrine. Criação de Shotaro Ishinomori, Patrine (Powatrin, no original), conta a história da colegial Sayuri Nakami que foi convocada por uma divindade shintoísta local para proteger o bairro dos tipos mais excêntricos de vilões, com a punição de se transformar num sapo se revelar sua identidade secreta a alguém. A série foi feita sem pretensões, com planejamento de 28 episódios para atingir o público feminino japonês dos 4 aos 8 anos. Mas o sucesso no Japão foi tamanho que acabaram esticando bastante.

 A atriz Aya Ueto encarou com seriedade seu papel como Azumi

Colocaram um vilão fixo e uma ajudante para a heroína. E, pasmem, Patrine serviu de inspiração para a criação da própria Sailor Moon, segundo a própria autora Naoko Takeuchi. Outros gêneros também se aventuraram ao colocarem mulheres como protagonistas. Um exemplo no Ninja Hero foi Azumi, baseado num mangá homônimo de Yuu Koyama, que, anos mais tarde, virou jogo de RPG do Playstation. Azumi foi treinada por um samurai ancião e "recrutada" junto com seus amigos, para salvar Tokugawa Ieyasu, um dos senhores da Guerra. O filme foi um sucesso no Japão e lançado em diversos países, inclusive no Brasil em que ainda podemos encontraros DVDs dos dois filmes originais para compra.

Mulheres... Frágeis, indefesas?! Que Nada, São Perigosas Quando Querem...


Falamos de mulheres que lutaram no lado do bem... mas e do lado do mal? Bem, sabemos que do mesmo modo como existem homens bons, existem homens maus. E com mulheres acontece a mesma coisa. Nossas amadas produções japonesas estão recheadas de personagens femininas que partiram para o mau caminho. Mas essa referência de mulher do mal ficou mais evidente em produções das franquias consagradas, no caso, os Kamen Riders, Super Sentais e Metal Heroes.

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A Princesa Yokai certamente não gostava de
esconder sua beleza em alguma armadura feia...

Em Kamen Rider, a participação de mulheres como vilãs começou com a Princesa Yokai, de Kamen Rider Super-1, que apareceu durante 22 episódios. Como "protótipo" de vilãs, Yokai usava muito a sensualidade. Seu uniforme era rosa e tinha estampas de borboletas, e também usava uma máscara em formato de borboletas. Já em Kamen Rider Stronger, vimos a participação da Hebi Ona, a Mulher-Serpente, que apareceu e, apenas três episódios, mas o suficiente para deixar marcas na série.

Mas a primeira vilã da franquia a aparecer de forma presente, praticamente a série inteira foi Bishumu (Pérola), em Kamen Rider Black. Pérola foi uma das três sacerdotisas de Gorgom que, após a mutação, se torna algo como uma súcuba. Na série seguinte, Mari Baron apareceu do início ao fim da série Kamen Rider Black RX. Sua participação deu muito trabalho para o personagem principal, vindo a morrer no episódio final nas mãos de outra pessoa. Já na era Heisei, a participação de personagens femininas como vilãs é um pouco mais escassa. Vale salientar a importância de Saeko, em Kamen Rider Faiz. Saeko é bonita e sabia disso. E ela usava da sua feminilidade para eliminar as suas vítimas. Depois só vemos uma “vilã” em Gaim, quando vemos a Marika, que fez toda a diferença.

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 Pérola foi perigosa em suas duas formas

Em Super Sentai, a participação de mulheres indo para o lado negro da força é mais constante. A primeira vilã que aparece num sentai foi a Miss Saphire, em um único episódio de Goranger, de 1975. A primeira vilã propriamente dita e fixa num Super Sentai ficou a cargo de Salomé, em Battle Fever J. Ela foi uma moça muito má. Foi convocada para fazer parte da linha de frente da Egos. Mais para morrer mesmo. Mas seus planos deram tão certo, que acabou sendo a responsável por dar cabo da primeira Miss America e do Battle Cossack.

Com isso, acabou ganhando reconhecimento de Satan Egos. A primeira vilã de um Sentai em ser a líder da organização do mal foi a Rainha Hedorian, de Denjiman. Hedorian era a líder do clã Vader e teve imponência perante aos heróis. Hedorian voltaria a aparecer na série seguinte, Sun Vulcan. Depois disso, a participação da mulher se resumiu a elas serem mais como generais, sendo em muitos casos mais fortes que os generais masculinos, como visto em Flashman, onde Nefer tinha mais destaque e poder que Wandar. E podemos ver o mesmo êxito de vilã mais forte em Maskman, quando Igan foi retratada sendo mais poderosa que Barrabás (este, praticamente o saco de pancadas da série enquanto a história dos vilões era ao redor de Igan). E o mais curioso... No original, Igan era um general tratado como homem (isso pode ser conferido no Tokutube, que exibe Maskman legendado).

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Nefer era malvada, mas nem todos os fãs torciam por sua morte.

Ela só foi revelar a sua “identidade” mais tarde. Mas, nos episódios iniciais, Igan era tratada como homem e fazia questão de ser tratada como homem. Uma vilã que gostaria de citar foi a Kirika de Turboranger. A popularidade da mesma foi tão grande no Japão que os japoneses praticamente pediram para Kirika ser poupada, mesmo ela fazendo muitas maldades com os heróis. De lá pra cá, as vilãs foram tendo uma participação mais modesta. Todas praticando maldades e futilidades, mas sem deixarem de ter o destaque no time do mal.

Já nos Metal Heroes, as vilãs tiveram mais destaque que os vilões propriamente ditos. O time de mulheres para a lista do mal era maior e elas se destacavam mais. Embora a primeira participação de uma mulher na franquia seja a Bruxa Kiba, em Gavan, as outras produções mostravam um grande número de personagens. Vimos em Sharivan a Dra. Porter sendo a segunda em comando depois de Maoh Saiki. Sua participação na série era de grande destaque e a maioria dos planos de Mad era de sua autoria. E ela não estava sozinha, pois tinha duas serviçais, Miss Akuma One e Miss Akuma Two, que não foram tão influentes na série em si e eram mais usadas como espiãs.

 A Bruxa Galáctica Kilza dava medo. Ela fazia feitiçaria espacial, ressucitava
os mortos, roubava espíritos, voava e ficava intangível. Ufa!

Já nas séries seguintes, encontramos em Shaider, em Jaspion e Spielvan um bom número de vilãs. Em Shaider, além da sacerdotisa Pahul, tivemos o Quinteto das Kunoichis (formado pelas Garotas 1, 2, 3, 4 e 5). Em Jaspion, as mulheres como vilãs tiveram praticamente mais destaque que o próprio Mad Gallant (Macgaren, no Brasil), como Kilza, Kilmaza e as espiãs Purima e Gyuru. Já em Spielvan, temos a primeira e única mulher como líder de uma equipe de vilões da franquia. No caso, a Rainha Pandora, que possuiu um grande segredo que a interligava ao senhor Water, uma divindade aquática.

E ela ainda tinha uma equipe de 3 espiãs em prol do Império Water: Lay, Shadow e Gash. Lay, em alguns casos, ainda arquitetou alguns planos para Pandora. Já em Metalder, a participação de mulheres como vilãs se resume às secretárias de Neroz. Só tiveram uma participação em ataques praticamente no final da série. Em Jiraya, coube a Benikiba Jonim representar as mulheres. Mas no grupo do Império dos Ninjas tivemos duas representantes poderosas: Manin Luana que, sozinha, praticamente derrotou Jiraya e seus irmãos, e  Aracnin Morgana, antiga amante de Dokusai, que deu muito trabalho também.

Jiban também contou com um bom time de vilãs, com Madogarbo, Marshal e Kanon. Outro caso de destaque, é a Reiko, líder suprema da Rede de Super Ciência, em Janperson.

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Machiko Soga fazia bem qualquer papel (clique para ampliar)

Antes de encerramos a parte das vilãs, há de se fazer uma menção honrosa à veterana Machiko Soga, que deu vida a inúmeras vilãs de muitas franquias no decorrer da sua carreira. Machiko Soga nasceu em 18 de Março de 1938 e faleceu em 7 de Maio de 2006, vítima de câncer. Ela foi uma atriz e dubladora consagrada no Japão e deu vida a muitos personagens, seja pela voz ou atuação. Seu primeiro trabalho de conhecimento no Brasil foi a bruxa-ninja Aracnin Morgana, em Jiraya (em 1988 no Japão e em 1989 no Brasil). De lá pra cá, tivemos a aparição dela em Spielvan, Maskman e na versão americana de Zyuranger, onde ela interpretou a vilã Bandora (conhecida no Brasil como Rita Repulsa na primeira temporada de Power Ranger). É conhecida no Japão por seu papel como vilãs. Curiosamente, seu último trabalho em vida foi sua primeira personagem do bem, a líder Magiel, em Mahou Sentai Magiranger.


Aqui encerra-se a matéria "Mulheres, As Últimas Armas". Na parte seguinte, uma entrevista diferente ocorre com várias mulheres que gostam de assistir Tokusatsu até hoje! 


Tokusatsu É Coisa de Menino? É Claro Que Não!

Resolvi, para a segunda parte, colher o depoimento de meninas que assistem Tokusatsu desde suas tenras infâncias, passando pela conturbada fase da adolescência e chegando na  emblemática fase adulta.  Vamos ver aqui algumas gerações antigas com gerações novas e verão que Tokusatsu conquista mulheres de diversas épocas. Vejamos como foram os primeiros contatos delas com essas séries.

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 Não importa o sexo, todos gostam de Machineman!

A Loecy Galvão, de 38 anos, Manaus, Amazonas, nos diz o seguinte: “Através da Tv Manchete em 1987, onde na época eu tinha 10 anos!”. A Aline Oliveira, de 32 anos, do Rio de Janeiro, nos diz: “Meu primeiro contato com Tokusatsu foi durante a infância, através da TV Manchete. Primeiramente com Changeman e Jaspion e mais tarde com Jiban, Jiraiya, Flashman, Cybercop, Patrine, Machine Man entre outros”. A Tatiane de Souza, 34 anos, de Aracaju, Sergipe, nos diz: “Descobri o universo Tokusatsu ainda muito nova por volta de um ano idade, assistindo Spectreman com minha mãe. Contudo, só virou paixão em 1988, ainda com 7 anos, assistindo Jaspion e Changeman, com os meus primos, na extinta Rede Manchete. Naquela época chamava-os de SERIADOS JAPONESES.”

Lilian Leo, de 37 anos, de Santo André, São Paulo, nos dá uma história curiosa: “Segundo minha mãe, comigo ainda bebê, ela dizia que ao ver o regresso de Ultraman eu parava de chorar”. Camila Stampa, de 36 anos, Rio de Janeiro capital, nos diz: “Descobri Tokusatsu no Clube da Criança na Rede Manchete com Angélica, programa que assistia todos os dias”.

"Sempre achei interessante temas relacionados à magia por isso
comecei por ele (Kamen Rider Wizard)" - Maureen

Vocês ainda acham que Tokusatsu foi preferência de meninas que vivenciaram a Manchete nos anos 90? Estão enganados! Taí a Maureen, de 17 anos, Curitiba, Paraná, para nos dizer de onde começou sua paixão pelas séries: “Através dos Power Rangers, eu tinha lido na Wikipédia a respeito e decidi assistir a série original. O primeiro Tokusatsu e Super Sentai que assisti foi Mahou Sentai Magiranger, cerca de um ano depois a curiosidade aumentou e daí assisti Kaizoku Sentai Gokaiger, e depois vários outros. Depois de ter visto uma certa quantidade de Super Sentai entrei para o mundo dos Kamen Riders com Wizard, a escolha do primeiro super sentai e do primeiro kamen rider foi proposital. Sempre achei interessante temas relacionados à magia por isso comecei por ele e acompanho até a atualidade ambas as franquias”.

E como foram as impressões das meninas? A Andressa Machado, de 24 anos, Niterói, RJ, nos diz: “Eu já tive bonecos do Kamen Rider Black e de suas motos, mas como era criança, eu não era muito de assistir (ganhei estes de presente de uma tia, eu nem sabia o que era). Comecei a assistir mesmo quando já estava no final da época dos Heisei Riders, ou seja, Kamen Rider Decade. No primeiro momento me interessou, afinal, era um rider com o poder dos seus 9 antecessores. Gostei muito, e a partir dai, comecei a acompanhar Den O, Kiva e os Neo Heisei (W, OOO,Fourze, Wizard e Gaim). E sou fã incondicional de Kamen Rider OOO (risos)”.

 “Descobri o universo Tokusatsu ainda muito nova por volta de um ano idade,
assistindo Spectreman com minha mãe" - Tatiane de Souza

Michelle Christine, de 35 anos, de São José dos Campos, São Paulo nos fala: “Achava tudo estranhamente interessante, pois sempre fui fissurada em desenhos animados (Pica-pau e cia... e sou até hoje)”. Lilian Leo, já nos diz o seguinte: “Bom.. da época de bebê é difícil dizer rs... mas a coisa continuou com Spectreman que eu adorava e não perdia um episódio. Ficava fascinada”. Tatiane nos fala o seguinte: “As minhas primeiras impressões é que se tratavam de séries cativantes e envolventes, que me faziam vivenciá-las dia após dia e considerar os personagens como alguém da minha família. Sorria, chorava, sofria e vibrava com eles”. Já a Maureen nos diz o seguinte: “Com um destaque para as cenas de ação, que no caso das séries japonesas tem a presença de menos onomatopeias e são séries de maior duração tendo mais tempo para trabalhar os personagens”.

Camila já tinha um outro tipo de impressão, que mudou com o tempo: “Minhas primeiras impressões, na verdade, não foram muito boas. Eu morria de medo do monstro que aparece logo no início da abertura de Jaspion e me referia aos seriados como aqueles filmes de monstro e não parava pra assistir no início. Mas tinha uma amiga do colégio chamada Amanda que adorava e dizia o tempo todo que "era" a Sayaka, e me perturbava pra ver Jaspion e Changeman, que eram os únicos que passavam na época na Manchete, até que um dia resolvi assistir e o episódio era A Prisioneira do Espelho de Changeman. E adorei! Passei a acompanhar todos os dias e dizer que eu era a Change Phoenix, e no Jaspion, a Anri. Curiosamente, minha amiga dizia que era a Kumiko, uma das crianças irradiadas pela luz. Então brincávamos de ‘ser’ essas personagens e sempre íamos uma na casa da outra ver os episódios gravados e imitar as cenas. A partir daí passei a acompanhar as outras séries que estreavam, como Flashman, Jiraiya, Jiban, etc”.

Lady Diana é a heroína preferida de Lilian Leo.
Quem a conhece da Internet, sabe por quê ^^

E será que elas sofriam preconceito por parte das meninas? Bem... nesse caso, as opiniões foram bem diversas. “Sempre. Até hoje! Na verdade, naquela época, era até comum encontrar meninas que também gostassem de assistir a Tokusatsu, afinal eram uma febre na ocasião. Porém, com o passar dos anos, as meninas foram deixando de lado. Hoje em dia, dificilmente encontro uma mulher da minha idade que ainda goste de assistir”, nos diz Aline.

“Não, na verdade até mesmo as meninas se juntavam ao grupo e assistiam as séries de Tokusatsu e não tinha como dizer que havia algum preconceito por parte delas”, nos diz Loecy. “Na época de Spectreman não, mas na época da Manchete sim. Mas não de todas as meninas”, diz Lilian. Mas nem todas sofreram com tal revés. “Nunca senti preconceito das meninas com relação a gostar disso”, nos diz Camila. “Na minha infância todos curtiam, brincávamos disso... nem na fase a adulta nunca sofri nenhum tipo de preconceito. Sem contar que eu sempre fui bem resolvida quanto a isso, pois recebia total apoio dos meus pais”, nos diz Tatiane.

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 "Logo, cada um escolhia quem queria ser. Eu sempre escolhia a Sara"
Aline Oliveira, falando sobre brincadeiras de infância com Tokusatsu

E por parte dos meninos? Será que elas sofreram algum tipo de preconceito? Vejamos: “Não, alguns amigos não curtem isso, mas os que curtem, até incentivam. Obrigada meninos da U-Rider”, nos diz Andressa.  (U-Rider é um grupo do Facebook bem eclético com relação a Tokusatsu, vale a pena conhecer). Maureen nos diz a mesma coisa: “Não, desde entrei para o grupo U-rider não senti nenhuma forma de preconceito, sempre fui tratada bem e com igualdade aos meninos”. Michelle nos diz: “Preconceito nunca senti, pois como foi um amigo da escola que me mostrou que existiam os Tokusatsus, então não rolava, pois sempre era o assunto do dia seguinte”. Aline nos fala: “Não muito. A “moda” na minha infância era brincar de lutar seja com menino ou menina. Não somente por influência de Tokusatsu, mas também porque passava na Manchete um programa de luta livre da WWF, além de filmes do Stallone, Schwarzenegger, Van Damme e Cia que bombavam na televisão na época. Logo, cada um escolhia quem queria ser. Eu sempre escolhia a Sara (a Yellow Flash, de Flashman) ou a Sayaka (a Change Mermaid, de Changeman). Porém, confesso que com a chegada de Patrine eu enfartei (risos). Só dava ela!”.

Loecy nos fala: “Não, na verdade até mesmo as meninas se juntavam ao grupo e assistiam as séries do Tokusatsu e não tinha como dizer que havia algum preconceito por parte delas”. Olhem a experiência da Camila: “Também não sentia preconceito por parte dos meninos e, que eu me lembre, éramos só nós duas e mais uma amiga, Danielle, que gostávamos. Não me lembro de meninos tão fãs como nós. No máximo, eles achavam meio estranho, mas não sofríamos preconceito”.

“Minha heroína por quem era apaixonada não poderia escolher outra:
Tomoko Uesugi, de Cybercop” - Camila

E quais são as heroínas favoritas das nossas heroínas da entrevista? Loecy e Tatiane são rápidas ao dizerem Anri, de Jaspion. “Por ser uma pessoa humilde e sempre disposta a ajudar os amigos em qualquer circunstância”, nos fala Loecy.  Lilian já nos dá outro exemplo: “Lady Diana , gosto muito dela. Ela é uma parceira e tanto”. Camila diz: “Minha heroína por quem era apaixonada e queria ser na época da Manchete, não poderia escolher outra: Tomoko Uesugi, de Cybercop”.

A Ahim, de Gokaiger, também foi bastante citada pelas meninas: “Ahim mistura delicadeza e garra, adoro ela!”, nos diz Lilian. “Uma heroína que de alguma forma me marcou foi a Ahim, eu subestimei essa personagem no início e não dava muito valor a ela, a considerava boba, frágil e até fútil, porém, pouco a pouco Ahim se mostrou forte e soberana, ela provou que a delicadeza também tem força e supremacia. Seu ar angelical trouxe ao grupo estabilidade e carisma. Uma Princesa na aparência, mas uma grande guerreira na essência”, nos fala Tatiane.


Jasmine, a Deka Yellow, em Dekaranger

“Ahim é delicada e doce”, nos fala Maureen. Luka, parceira de Ahim em Gokaiger, também foi lembrada. “eu me identifiquei com a Luka Milfy (Gokai Yellow), pela trajetória dela”, nos fala Michelle. “A Luka não tem medo de enfrentar os desafios que estão por vir, acho que esses são valores bons de guardar”, nos fala Mauren. Jasmine, de Dekaranger é também lembrada, como vemos pelos depoimentos da Aline e da Camila. “eu escolho a Jasmine, a Deka Yellow, de Dekaranger. Jasmine é séria, cumpre as tarefas que lhe são dadas com rigor e possui poderes especiais mesmo estando ‘destransformada’”, nos fala Aline. E é claro que Changeman não iria ficar de fora. Uma das favoritas das moças da entrevista é a Mai Tsubasa, como vemos pelo depoimento da Michelle. “De cara, me amarrei na Mai Tsubasa, pela semelhança no modo de agir, pela Phoenix por ser um animal mitológico (e no fim ganhei uma mascara do Change Griphon, rs)...”.

Claro, as heroínas de Kamen Rider também são citadas. “Eu me espelho na Yoko Minato (Kamen Rider Malika - Kamen Rider Gaim)”, nos fala Andressa. Loecy também escolheu outra Kamen Rider, no caso, a Tackle, de Kamen Rider Stronger: “Por ser uma Guerreira pronta a se sacrificar para ajudar o próximo”. A heroína Patrine também foi lembrada: “Quem me conhece sabe a devoção que eu tenho por Patrine e seu legado para o universo Tokusatsu. Então, minha heroína da era Manchete é ela: Patrine. Eu me espelhava nela porque ela era muito parecida comigo no jeito de ser, meio atrapalhada, engraçada, justiceira. O que fazia dela uma personagem única”, nos fala Aline.

O romance era presente em Cybercop

E quando o assunto é vilã? Nossas heroínas 'toku-fãs'  quase fazem uma unanimidade: Kilza. “Da época da Manchete, quem me fazia tremer de verdade na base era a Bruxa Galáctica Kilza, a minha vilã número 1. Era bastante ousada e arquitetava planos muitos maldosos, seu objetivo principal era destruir o nosso herói das galáxias, o Fantástico Jaspion. Com isso, não media esforços em seus planos, e nem as crianças inocentes escapavam. Seus poderes malignos eram pautados em 'magia negra', quem não se lembra de como ela ressuscitou o MacGaren?! Com sua magia!!! Uma verdadeira megera que ao utilizar-se de seus poderes sombrios dizia as palavras macabras: ‘Berebekan Katabamba’ (repetida diversas vezes, até que fosse emitir a magia)... e para liberar a magia, ela soltava um estrondoso grito: 'Kikerá'! Por fim foi destruída por Jaspion! Foi a responsável por me provocar pesadelos”, nos conta Tatiane.

“Da era Manchete, escolho a bruxa galáctica Kilza, de Jaspion. Na minha humilde opinião, foi a mais macabra das vilãs. Deu muita dor de cabeça ao Jaspion até morrer. PS: um dia, ainda farei cosplay dela. Aguardem-me! ‘Kikerá’!!! (rs)”, nos conta Aline. Nefer, de Flashman, também foi citada pelas meninas: “Se eu fosse "do mal", eu queria ser a Nefer (vivia tentando reproduzir aquele desenho que ela tem no olho)”, nos conta a Michelle. “Nefer (Flashman) por se estratégica e ardilosa”, nos fala Loecy. Luna, de Cybercops, foi a vilã escolhida pela Camila: “nem tão vilã assim, mas... rs”.

Outras vilãs citadas pelas meninas: “Após a Era da Manchete, a Maria (Jetman), desprezo-a por sua fraqueza em ter se deixado dominar por Vyram, acredito que ela deveria ter sido mais forte! Eu escolhi essas vilãs por me fazer detestá-las! (risos) Confuso, né? Mas, é assim!”, nos conta Tatiane. “Achei atuação dada à Medusa de Wizard interessante e a personagem Candellila de Kyoryuger”, nos fala Maureen.

Medusa (Kamen Rider Wizard)

Como vocês perceberam,  nossas toku-fãs aqui são “maluquinhas” por essas séries. Quem assiste Tokusatsu sabe como é. Somos tachados de “malucos” e que “não crescemos”. Com as nossas heroínas dessa entrevista não aconteceu diferente. Elas nos contam algumas coisas “malucas” que fizeram pelos tokus. “Eu não tenho uma loucura pra citar, mas posso citar uma ‘travessura’. Eu roubava as bolinhas de gude do meu irmão pra simular o ataque ‘Bola Projétil’, da Sara, de Flashman. Ele ficava irritado, mas eu fazia de tudo para poder brincar de Flashman. (risos)”, nos conta Aline.

Michelle tem uma situação cômica também: “Eu pegava a agulha de tricô pra fazer a espada da Nefer, (risos)... Eu jurava que era ela, e quando me xingavam,  eu falava as palavras mágicas da bruxa Kilza. Ou dançava como a Kilmaza, (mais risos)”. A Lilian nos conta uma travessura também relacionado a Tokusatsu: “Bem, minha loucura não é segredo pra ninguém rs....Na época da Manchete, houve um Circo Show que percorreu o quase todo o Brasil, levando shows ao vivo de Jaspion e Changeman, e posteriormente Jaspion e Flashman. Eu fugi de casa com eles para estar pertinho dos heróis. Fugi com a segunda versão do circo que se chamava Tokyo Space, e por isso meu projeto tem o mesmo nome ^^”.

Camila e Maureen já fizeram algo muito recorrente a muitos fãs de produções japonesas, seja qual for a plataforma (dorama, tokusatsu, game ou anime) ou até mesmo fãs de produções ocidentais: “Loucura por causa de Tokusatsu? Virar noites assistindo (risos).”, nos conta Camila.  Maureen enfatiza: “Não diria loucura.... mas quem nunca madrugou vendo Tokusatsu?? (risos)”.

Tem ainda a que planeja fazer uma loucura, como é o caso da Andressa: “Por enquanto nenhuma, mas ainda tenho um sonho: Juntar um grupo de amigos e dançar a música de encerramento de Kyoryuger em local público.. (risos)”.

"ainda tenho um sonho: Juntar um grupo de amigos e dançar a música de 
encerramento de Kyoryuger em local público..." - Andressa

E vocês, ainda acham que mulheres não conhecem Tokusatsu? Vejam algumas indicações de nossas amigas: “Creio que, pros mais chegados a vampiros (nada de Crepúsculo, por favor), recomendo Kamen Rider Kiva e Kamen Rider Decade”, nos indica Andressa. “Eu recomendaria Kaizoku Sentai Gokaiger, além de ser uma forma de homenagear outros Sentais é um forma de conhecer um pouco mais sobre eles. Possui personagens e uma história envolventes, com um vilão que por incrível que pareça é adorado pelo publico, e é um dos sentais mais bem comentados da franquia.  Eu também recomendaria Kamen Rider W, o escritor desta série também escreveu Jyuden Sentai Kyoryuger e Kamen Rider Drive, e dois episódios de Kamen Rider Fourze onde aparece o Zodiart do signo de gêmeos. É uma série que cativa você de pouco em pouco e tem um dos finais mais emocionantes dos Riders”, nos recomenda a Maureen.

“Recomendaria o Changeman pelo óbvio, né... E Kamen Rider Amazon, pra quem gosta de algo com mais 'pancadaria'”, indica a Michelle. “Bem... de era Manchete fico com Jaspion que é um ícone, e fora da Manchete. Ai ai ai tem tantas... mas recomendo Kamen Rider Faiz”, nos indica Lilian. “Bom, eu indico um Metal Hero, que não foi exibido pela Manchete. Trata-se de Metalder, simplesmente pela ousadia e supremacia em riqueza de drama e complexidade ao qual foi criado em sua época, um HOMEM MÁQUINA com um coração muito mais humano do que muitos homens que há por aí! Seu senso de justiça é envolvente! E a minha outra indicação vai para um Kamen Rider, um Rider que tem como herói principal um verdadeiro "tiozão", refiro-me a Kamen Rider Hibiki, uma excelente série com um filme que é muito show, mas que infelizmente foi manchada pelo seu final decepcionante... Mas, deletando o final, é uma série que marca, ensina, e traz a musicalidade para as nossas vidas... assistam Hibiki de coração aberto, sem preconceitos”, nos recomenda Tatiane.

"assistam Hibiki de coração aberto, sem preconceitos" - Taty

“Da era Manchete, pode parecer piegas, mas recomendo Jaspion. A série, confesso, começa meio lenta, porém o enredo vai melhorando a cada episódio. Há lutas célebres, vilões inesquecíveis, histórias marcantes... E preparem o lenço de papel para o episódio final. Vão precisar! É emocionante! Até hoje eu ainda choro com o desfecho perfeito. Tenho o box e sempre que posso faço maratona para rever os episódios. E sem falar na trilha sonora que é ir-re-to-cá-vel. Perfeita! E num Tokusatsu atual eu recomendo o já citado acima, Tokusou Sentai Dekaranger. Se você, assim como eu, gosta de séries policiais, irá gostar de Dekaranger. Trata-se de um super sentai de “vibe” policial que eu adoro. A primeira vez que assisti a um episódio de Dekaranger foi em 2008, durante uma exibição num evento de anime. Assisti e gostei bastante. E o tema de abertura é eletrizante, já vem mostrando que veio pra ficar”, nos indica Aline.

“Dairanger, por ser considerado o melhor Sentai dos anos de 1990. Você começa a assistir um Tokusatsu esperando se divertir, mas é sempre uma delícia quando ultrapassa nossas expectativas. Os personagens são bons e carismáticos. Deixando bem claro a cultura chinesa e as artes marciais. Apesar de ter muitas surpresas no decorrer da série”, nos indica a Loecy. “Recomendaria da época da Manchete, apesar de meu amor por Cybercop e já que só pode escolher um, sem dúvida, Jiraiya. Fora da época da manchete, super recomendo Dekaranger”, nos indica a Camila.

"Recomendaria da época da Manchete, apesar de meu amor por Cybercop e já que só 
pode escolher um, sem dúvida, Jiraiya" - Loecy

E assim, encerramos a entrevista, bem divertida, com nossas amadas heroínas toku-fãs. E para aqueles rapazes que dizem que mulher não pode gostar de Tokusatsu, e que estas séries são feitas apenas para meninos (alguns ainda resistem com esse pensamento), aqui vai o recado das meninas pra vocês:

Andressa: “Machismo até aqui? Que coisa....Mulheres lutam, são batalhadoras, mas sem perder o sorriso e o jeito fofo. Somos fortes e mostramos que na maioria das vezes não precisamos de vocês!! :p “

Maureen: “Bom, no mundo Tokusatsu as mulheres são bem poucas. Isso não quer dizer que não tão fãs quanto os homens, e é exatamente por isso que não se deve menosprezar os conhecimentos de uma pessoa. O mundo dos Tokusatsus deve ser baseado no respeito às opiniões em geral, não somente em questão de ser mulher ou homem porque afinal, somos todos humanos. Não deixe de acompanhar os projetos de dublagem de Tokusatsu da U-Rider e do Cine Tosco e também não deixe de mergulhar no mundo das fan fics com a Troei Company! Bye!”

Michelle: “E pros caras que não curtem ou olham torto pra quem curte, só digo algo: berebekan katabanda.....KIKERÁÁÁ.....”

Lilian: “Acredito que esse tipo de preconceito não deve existir, afinal o proprio Tokusatsu é direcionado tanto a meninos quanto meninas, e fazer uso de preconceito contra mulheres no tokusatsu é renegar o próprio. Curtir tokusatsu está acima de qualquer tipo de preconceito .”

Tatiane: “Sério? Ainda há homens que pensam que mulher não pode opinar sobre as séries de Tokusatsu? Meus sentimentos por vocês viverem no mundo da ilusão... acordem pra vida, Tokusatsu é para todos os gêneros, raças, credos ou classes sociais. A visão feminina traz a essência da verdadeira paixão que simboliza essas séries. EVOLUAM... abandonem os seus preconceitos e sejam felizes.”
 
A Bruxa Kilza ficaria satisfeita em saber que é tão querida pelas meninas

Aline: “Recomendo a esses homens que procurem uma louça pra lavar.”

Loecy: “Todos tem direito de fazer as suas próprias escolhas, independente do gênero, pois respeito é a palavra chave para comunicação social existente hoje.”

Camila: “Um recadinho para os homens que acham que mulher não deve opinar sobre Tokusatsu: Em primeiro lugar, Tokusatsu não foi feito só pra meninos, tanto é que há muitas personagens femininas cativantes, para que as meninas se identifiquem. Em segundo lugar, creio que mulher entende de Tokusatsu tanto ou, em muitos casos, mais do que os homens. Conheço algumas mulheres hiper dedicadas ao gênero, que conhecem bem mais que muitos homens. Somos em menor número, mas as que são fãs, são fãs mesmo! E o que importa é a qualidade, não a quantidade, certo? (risos).”

E assim, fica essa homenagem às mulheres e nossas leitoras pelo dia 08 de Março. E para aqueles que acham que mulher não entende de tokus, eu recomendo o blog Tatisatsu comandado pela eficiente Tatiane de Souza. Nesse blog, vocês verão que mulher também entende e muito de Tokusatsu. Faríamos uma igual recomendação pelo site Tokyo Space da Lilian Leo, mas este está em hiato e torcemos que volte logo. Tem muita trajetória e é um dos sites pioneiros no Brasil em matéria de séries japonesas.

E encerro essa matéria com a frase da personagem King do game The King of Fighters 98 para os leitores masculinos: “Numa batalha, o que interessa é a vitória! E não o sexo!”

2 comentários :

  1. Muito boa a matéria parabéns!! Só uma pena ninguém citar as meninas de Fourze e Kiva! Mas gostei da opinião das meninas e da sua pesquisa!

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